Como o MEI Deve Precificar Seus Produtos sem Perder Dinheiro (e Ainda Lucrar de Verdade!)
Se você é Microempreendedor Individual (MEI), já deve ter se perguntado: “Quanto devo cobrar pelo meu produto?”. Parece simples, mas não é. Se cobrar barato demais, você pode acabar pagando para trabalhar. Se cobrar caro demais, o cliente some. Então, como encontrar o equilíbrio certo e garantir que seu negócio seja sustentável e lucrativo?
A resposta está em uma boa estratégia de precificação. E não, isso não significa apenas olhar o preço do concorrente e copiar. É preciso considerar todos os custos, a margem de lucro ideal e o comportamento do mercado.
Aqui está um guia completo, direto ao ponto e sem complicações, para você precificar corretamente seus produtos e evitar os erros que fazem muitos MEIs quebrarem antes mesmo de decolar.
Levante TODOS os Seus Custos (e não ignore nenhum!)
O maior erro na precificação é considerar apenas o custo da matéria-prima e esquecer outras despesas invisíveis. Seu preço de venda precisa cobrir todos os custos envolvidos na produção e venda do produto.
Quais são os custos que você deve considerar?
- Custos Diretos: São os gastos que variam conforme a produção. Exemplos:
- Matéria-prima (tecido para roupas, farinha e açúcar para bolos, madeira para móveis)
- Embalagem (sacos plásticos, caixas, laços)
- Custos com envio (frete, transporte até o cliente)
- Comissões de plataformas de venda (Shopee, Mercado Livre, iFood, etc.)
- Custos Indiretos: São os gastos que acontecem mesmo que você não venda nada. Exemplos:
- Energia elétrica
- Internet
- Aluguel (se tiver um espaço físico)
- Ferramentas e equipamentos (máquina de costura, forno, celular, etc.)
- Marketing (impulsionamento de postagens, panfletos, site)
- O seu tempo de trabalho
Seu tempo vale dinheiro! Muitos MEIs esquecem de calcular o valor da mão de obra. Se um bolo demora 3 horas para ser feito, quanto vale sua hora de trabalho? Se você vendesse esse tempo prestando outro serviço, quanto ganharia?
Exemplo Prático:
Imagine que você faz velas artesanais. Para produzir uma vela de lavanda, seus custos são:
- Matéria-prima: R$ 8,00
- Embalagem: R$ 2,00
- Energia elétrica e gás: R$ 3,00
- Marketing (rateado por vela): R$ 2,00
- Mão de obra (1 hora de trabalho a R$ 10,00): R$ 10,00
- Custo total da vela: R$ 25,00
Agora, vamos para a precificação!
Use a Fórmula Correta Para Definir o Preço
Agora que sabemos o custo total da vela, precisamos definir um preço de venda que garanta lucro. A fórmula básica de precificação é:
- Preço de venda = Custo total ÷ (1 – Margem de lucro desejada)
- Se você quer 40% de lucro, o cálculo seria:
- R$ 25,00 ÷ (1 – 0,40) = R$ 41,67
- Ou seja, o preço mínimo de venda deve ser R$ 42,00 para garantir um lucro saudável.
- Dica esperta: Se for vender online, some as taxas da plataforma (Shopee, Mercado Livre, etc.). Se a taxa for de 10%, o novo preço seria:
- R$ 42,00 ÷ (1 – 0,10) = R$ 46,67
Arredondando, seu preço final poderia ser R$ 47,00 ou R$ 49,90, considerando uma margem confortável.
Não Copie os Preços da Concorrência Sem Análise
Olhar o preço do concorrente é importante, mas copiar sem entender os custos pode ser um erro fatal. Seu concorrente pode:
- Comprar matéria-prima em grande quantidade, reduzindo custos.
- Ter fornecedores mais baratos.
- Vender em maior volume, aceitando margens menores.
- Oferecer um diferencial (frete grátis, embalagem premium, brindes, etc.).
Dica de ouro: Em vez de reduzir seu preço para competir, invista em diferenciais. Se sua vela tem embalagem sofisticada ou um aroma exclusivo, seu preço pode ser maior.
Adapte Seu Preço Conforme o Mercado e a Demanda
Não existe um preço fixo para sempre. Você deve monitorar suas vendas e ajustar os preços conforme necessário.
Sinais de que o preço está errado:
- Se ninguém compra: Pode estar caro demais para o seu público.
- Se vende rápido demais: Talvez esteja barato demais e você possa aumentar o preço.
Estratégia esperta:
- 1. Teste diferentes preços e veja como o público reage.
- 2. Crie pacotes (exemplo: “Compre 3 velas e pague menos”).
- 3. Ofereça promoções estratégicas, mas sem desvalorizar seu produto.
Evite Esses Erros Fatais na Precificação
- Trabalhar de graça: Nunca cobre menos do que seus custos!
- Esquecer os impostos: O MEI paga DAS (cerca de R$ 70 por mês) e pode ter outras taxas.
- Não considerar sua mão de obra: Se você trabalha de graça, seu negócio não será sustentável.
Resumo esperto: Precifique bem entendendo seus custos, analisando o mercado e garantindo um lucro justo.
Precifique com Inteligência e Lucre de Verdade!
Se você quer que seu negócio cresça, precificação não pode ser um chute. Usando as técnicas certas, você não só cobre seus custos, mas também garante um lucro justo e sustentável.
Agora me conta: você já teve dificuldade para definir o preço do seu produto? Como resolveu? Comente abaixo!
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